Hoje fiz meu primeiro cursinho de costura. Se tratava de um curso para iniciantes. Procurei ir bem humilde, sem mencionar a minha lojinha online de produtos feito à mão ou alguma habilidade, fui para aprender pequenas coisas que tinha certeza que me acrescentaria muita coisa.
Ao chegar, o momento é de frustração porque a maioria das participantes, assim como eu, ganhou de presente de aniversário ou de Natal uma nova máquina de costura, mas eu ganhei a minha há 3 anos e algumas estavam tirando os itens novos da caixa. Eu, com a minha simples máquina AEG (? É uma marca da Electrolux) e as meninas de 20 desempacotando suas novas máquinas mega bombásticas da Singer, digitais, cheias de recursos e com bobina na parte superior da máquina, sem saber onde colocar o carretel. Não tô reclamando da minha maquininha, o melhor presente de aniversário da minha vida, mas fiquei olhando aqueles pontos lindos que ela faz, flores, ondas e o único ponto diferente que a minha faz é um zigue zague.

Fui para aprender coisas básicas, o manuseio da máquina, como limpar, com que frequência, costurar casa de botão, pregar zíper. Realmente, atendeu a minha expectativa por um lado, mas esperava mais, muito do que queria aprender, não aprendi. Descobri que colocava a linha errado, também levei aquele puxão de orelha porque o pincel de limpar a sugeirinha de dentro da máquina estava limpo e novo, ou seja, nunca foi usado. Minha mãe faz falta. Impossível não pensar nela, que me ensinou tudo o que sei e poderia me orientar tanto agora. Só assim para entender a vida. O tempo todo em que estive com ela eu usei tão pouco essa oportunidade e agora preciso aprender tudo sozinha, correr atrás de cursinhos, fornecedores com bom preços, peças para a máquina, pesquisar. Quando lembro que ela tem sianinhas, fitas de cetim, zíperes, elásticos, linhas de TODAS as cores sobrando em casa e eu preciso comprar tudo...que injusto, mas só assim para dar valor a esse querido hobby. No final, fizemos uma bolsa que se pode chamar de necessáire, porém sem zíper. E uma bolsa de ombro que a professora do curso cortou pra mim mas o corte veio com um lado maior que o outro, não percebi e precisei dar um jeitinho de disfarçar que o forro estava maior que o tecido externo. Ficou tão feio que fiquei com vergonha de mostrar aqui, embora minha família tenha achado lindo e meu marido tenha perguntado se colocaria à venda na lojinha.

O saldo do curso foi: saber que quem quer começar a treinar os primeiros pontinhos na máquina, deve
começar com tecidos mais grossos, para ter firmeza na máquina e nada de algodão, seda, tecidos leves e que escorregam fácil.
Para dominar as curvas, deve-se tentar costurar círculos e corações no tecido.
Para quem quer ir para as roupas, como eu, deve
começar pelas saias ou calças. Camisas, blusas ou as sonhadas batas devem vir por último, porque exigem mais habilidade e também por conterem mais elementos: bolsos, golas, zíperes, o que as tornam mais difíceis. Sempre que se começa pelas blusas, vai sempre fazer errado quando não se domina a técnica. Para quem tem muita vontade de costurar blusas logo, ela recomendou
começar por vestidos simples. Eu queria tanto já fazer umas batas lindas pra mim para o verão. A professora foi muito simpática e atenciosa. Vou fazer mais um curso de costura intensivo em abril com ela, que será realizado em três fins de semana, durando o dia todo. Estou ansiosa, fiquei com vontade de fazer mais, mas moro em uma cidade pequena. Infelizmente, não há muito a se oferecer. Vou postar aqui também as minhas impressões do próximo cursinho. Mal posso esperar!
As lindas imagens são da ilustradora britânica
Clare Owen.
Assim como a mocinha de expressão triste que ilustra meu perfil no Blogger e nas redes sociais. Amo ela porque:
. ela tem um coraçãozinho naquele buraquinho do colo
. porque carrega uma referência à atriz
Jean Seberg no filme francês
Acossado de
Jean Luc Godard.
. porque ela tem cabelo Joãozinho assim como eu cortei o meu dois anos atrás. Toda vez que a vejo quero cortar de novo, mas lembro como foi difícil meu cabelo chegar ao Chanel que está agora.