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12 de jul. de 2016

aberto 24h




























Pronto! Abri minha loja online com itens feitos por mim e com o amor que tenho pela costura.
Ao ficar desempregada este ano e me vendo com tempo livre e um bom material em casa, considerei ganhar alguns trocados com o meu humilde dom "costurístico". 

Sou bem realista e não pretendo e nem acredito que vou vender em grande quantidade porque não consigo produzir em grande quantidade, além de não ter muito talento administrativo, mas tenho o suficiente pra ganhar algum dindin. Essa não é a minha primeira experiência em vender online. Abri em 2012 uma loja também que teve até um bom retorno especialmente no natal. 

Vejo amigos que fiz na blogosfera e na internet acompanhando seus trabalhos manuais e seus sucessos e sempre, são uma ocupação extra, ou seja: eles têm suas profissões e o trabalho manual traz uma renda extra além de ser uma santa terapia. Pra mim não é diferente. Voltei a trabalhar em um novo emprego há poucas semanas, onde estou mais feliz e o projeto continua.

Abrir um negócio online, por mais simples que seja como o eu, não é nada fácil. Fotografar é pra mim é o mais difícil. Afinal, esse tempo todo observei o sucesso de muitos, segredos, aprimorei meu acabamento, treinei bastante na máquina de costura, fazendo sempre algo pra mim, pra minha casa ou para meus filhos. Pior do que achar a melhor luz para fotografar nosso trabalho, é especificar o produto. Leva horas por mais que haja ferramentas pra facilitar esse processo. A parte legal sobre retornos e devoluções também é delicada, especialmente quando se mora num bloco econômico como a União Européia. Fiquei exausta de ficar horas na frente do computador resolvendo isso e pensei ali: como é bom costurar e me mover mais do que ali na frente do PC.

Mas com amor, fiz tudo e aqui estão alguns dos (ainda) poucos itens adicionados às estantes virtuais do meu pequeno negócio criativo:











A loja se chama MALU, está disponível aqui no portal de venda de artesanato e produtos feitos à mão  do DaWanda, que é o Etsy da Alemanha. 

Malu é o nome da minha filha, Maria Luisa, de 12 anos. Foi pra ela que costurei ainda a mão palhacinhos pra decorar o quarto quando fiquei grávida cedo, aos 18 anos. Bordei muito ponto cruz e minha mãe fez colchas e almofadas com eles pra deixar o bercinho lindo pra chegada dela. Malu era o nome mais fácil e significativo em minha mente pra se pronunciar e evitar que não houvessem outros usuários com o mesmo nome ou nome de lojas no portal, não era um nome óbvio. 

Aqui no blog você também pode visitar a minha lojinha aberta 24 horas! ♥






























9 de dez. de 2013

o zíper dos sonhos

Outro dia, a Val comentou aqui que o zíper ou fecho éclair faz parte do último estágio da costura. Zíper, fecho éclair ou Reißverschluss (Aff!), como chamam os alemães, é difícil pra qualquer iniciante. Confesso que aprendi aqui, sozinha e estraguei muito zíper e tecido tentando. Até que um dia vi esses zíperes (lindos!) à venda, porém com um preço nada acessível. Me forcei a esquecer os zíperes encantadores e um dia desses, uma loja virtual, de onde compro muito do meu material passou a oferecer esse zíper dos sonhos, com preços mais em conta e com os quais se costura por fora e não por dentro, como explicar isso? 
Melhor mostrar, vai!

Até a corujinha ficou de olho, eu acho. É tão charmoso e tão fácil de costurar! Mas ainda acho que o método tradicional é o melhor de se aprender primeiro. Já encomendei várias cores, me apaixonei pela praticidade e pelo efeito que ele dá nas peças, não é mais só uma coisa de se fechar e abrir, deu uma graça aos estojinhos.

Bora costurar mais! ♥


P.S: Eu não sei por que mas o Blogger não me permite mais responder comentários...
Comprei esses nessa loja do portal de artesanato e materiais para Do-it-Yourself alemão DaWanda.

31 de jul. de 2013

meu cantinho criativo



Acho que nunca apresentei a Victoria aqui no blog. Ela nasceu nos anos 50 e pertenceu à tia avó do marido, que a passou para a minha sogra, que por sua vez, deu a mim há 4 anos após saber que eu gostava de costurar. Ela faz parte agora de um lugar mais adequado à ela, não é mais apenas uma peça de decoração na minha estante da sala. Agora, ela carrega uma história no lugar onde costuro e brinco com meus tecidos. O meu cantinho criativo que ficou finalmente pronto:



Descobri que aqueles ateliês lindos e perfeitos que vemos no Pinterest são puro produto de catálogo de decoração. O nosso sempre tem itens de valor simbólico, são mais simples e econômicos. Tudo já era meu, foi apenas sendo reorganizado de outros cômodos ou reaproveitado do que tinha em casa ou o que era da antiga dona da casa, como a estantezinha de madeira ou a moldura do quadro, largada no quarto da bagunça. Um antigo vaso de plástico foi usado para guardar papel presente e estrategicamente posicionado para esconder os cabos.





 Alguns pequenos investimentos foram feitos. Como a mini tábua de passar, ideal pra quem trabalha com Patchwork, deve até existir em lojas especializadas. Eu paguei 5 euros no Ikea. Um vendedor me disse que especialmente solteiros com pouco espaço ou executivos compram mais, podendo levar na mala em viagens a negócios.



Ainda sem molduras, as ilustrações fofíssimas da Clare Owen, disponíveis em sua loja Etsy receberam uma ajudinha de fitas japonesas decorativas para me inspirarem e pensar como pendurá-las na parede.

Meus baleiros guardadores de aviamentos e linhas extras.



Me ajudem na tradução, por favor! Uma leitora me perguntou ontem como se chamam esses acessórios de Patchwork e eu não sei como se chama aí no Brasil. #MomentoLucianaGimenez
O nome em alemão ficaria estranho no português...
A régua eu sei... :)

A cadeira antes de madeira e com almofada azul marinho ganhou uma nova cor e uma nova capa.
Ainda aguardo meu filho se acostumar com o novo cantinho pra não usar a cadeira para alcançar as coisas, depois trago uma cadeira só pra costurar. :)

E um momento Antes & Depois do meu cantinho da sala de estar para terminar...



11 de abr. de 2013

investindo nos nossos negócios criativos


Todos os meses eu reservo um pouquinho de dinheiro pra investir no meu hobby ou na minha terapia, melhor dizendo. As tantas vezes que comprei tecidos, botões, aviamentos e todo o material para costurar me fez comprar muitas vezes coisas que nem usei e que nem vou usar. Ficou a culpa. Quantas vezes comprei tecido só porque era bonitinho. Com o tempo a gente vai aprendendo. A comodidade da internet me fez comprar muitos acessórios de costura que me passavam uma impressão errada nas fotos dos produtos da internet. Quando eles chegavam em casa, não eram aquilo tudo que achava quando os comprei pela internet. Eram pequenos demais ou inúteis demais. Os tecidos antes comprados por uma fortuna nos armarinhos, muitas vezes tecidos Made in Germany eram mais caros do que dos designers americanos vendidos pelas internet. Pode? Pode!

Descobri que na minha cidade (pequena) o aluguel e o salário dos funcionários aumentam consideravelmente o valor final do produto vendido aqui nas lojas de material de costura e artesanato. Passei então a comprar tecidos pela internet, vendidos por pessoa física em sites como o DaWanda e Etsy, uma vez que as revendedoras não pagam imposto (até um determinado faturamento delas), aluguel ou salário a outros funcionários. Isso torna o produto mais barato. Para comprar acessórios para costurar, como tesouras, aviamentos, giz para desenhar molde, peças para a máquina vou pro armarinho. Porque lá conto com toda a orientação deles. Imagine comprar uma bobina pela internet e chegando em casa ela não cabe na máquina? Passei a me organizar para comprar tecidos fat quarters pela internet em grande quantidade (grande só pra mim, né! rs) pagando assim a taxa de entrega só uma vez.


Por curiosidade, visitei o Elo7 e percebi que esse fenômeno de revenda de material de costura e artesanato ainda não está popular, né? Parece que as brasileiras preferem comprar mais dos armarinhos em geral mesmo. Não seria essa uma chance de ganhar um dindin também, oferecendo tecidos pela internet, vender o corte a partir de meio metro, assim como outros itens para incentivar o artesanato e ganhar um dindin em cima. Aqui as alemãs voltam como sacoleiras dos EUA com tecidos assim como brasileiros voltam cheios de produtos do Paraguai para revender. É um negócio forte mesmo. Elas faturam muito. Se for possível registrar a loja com artigos de material no site de venda de artesanato, por que não? Fica a dica. 




Ainda pensei em comprar tecidos com cores já pré-determinadas. Já notaram que toda vez que se fala em Semana de Moda em SP, Rio, Paris ou sei lá onde, predominam cores da estação? Essa foi minha desculpa para economizar. Optei por preto, branco, cinza e rosa para brincar com cores, texturas e  estampas nesse conjunto de cores por uns meses. Depois eu troco. Eu sei que há moda, mas não quero seguí-la. Sei que hoje verde e laranja fluorescentes estão em todos os catálogos de lojas de roupas (pelo menos aqui) mas escolhi as minhas cores, ou não seria feito com o coração. Assim, a minha loja cria uma identidade, uma tendência própria e eu não gasto tanto fazendo dos itens da minha loja um arco-íris com tantas cores diferentes entre si. A Maria escreveu um post sobre cores super bacana essa semana  que tem tudo a ver com isso. Optei também por tecidos de estampas quadriculadas, pontilhadas, listradas, de corações, estrelas e assim por diante. O foco, a graça da bolsa, do estojinho será o botão, a sianinha, a fita de cetim, o lacinho. Afinal, ainda tenho que investir lá no anúncio no site que hospeda minha lojinha, pra aumentar visualizações e as tão desejadas vendas.

Refleti tudo isso sobre o investimento no nosso amor pelas costurices e artesanato porque meu cursinho de costura começa neste fim de semana (iuupi!). Espero lá poder melhorar meus pontinhos e volto semana que vem com os resultados. ♥




27 de mar. de 2013

a experiência etsy


Eu me rendi. Abri uma loja no Etsy para comparar recursos, chances de vendas e descobrir coisas.
O efeito foi imediato. Alguns minutos depois de abrir, ainda inserindo os primeiros produtos, uma designer de jóias me escreveu uma mensagem parabenizando meu trabalho e oferecendo ajuda para dar dicas para minha loja no universo Etsy. Achei ela muito prestativa e generosa pela atitude. Terminei o que queria e perguntei logo na cara o que ela fez para o negócio dela crescer e adicionei o link da minha loja no DaWanda para ela visitar também, assim como ela me pediu.
Acho que o que ela disse, serve pra todas nós de alguma forma. Ela citou que uma loja no Etsy (ou em qualquer site de venda de artesanato semelhante) tem que ter no mínimo 100 produtos (achei exagero) para se impor aos clientes com opções, porque a prática aperfeiçoa e expõe mais a loja nos resultados de pesquisa.

Ainda acrescentou que as minhas fotos deveriam ser mais humanas, ter crianças, mãos para o cliente se espelhar nos produtos, se enxergar usando eles. Mostrar também a parte de trás dos produtos nas fotos, evidenciando o bom acabamento dele. Que eu deveria vender pro mundo todo e não só na Europa, afinal o Etsy não é brincadeira, pra começar, ele é uma invenção americana. E o mais surpreendente: que meus preços estavam muito baratos. Que quando o produto é muito barato, significa que o material pode também não ser de qualidade, reduzindo a imagem de qualidade do produto final. Quando a pessoa paga mais por um produto, ele fica valorizado. Que não posso subestimar meu talento e desvalorizar as horas que gastei para produzí-los. Comparei com outros semelhantes e fazia sentido. 
Ela tem uma linda loja com muitas vendas realizadas em um curto período (sempre olho isso).  

Recentemente, li num blog de uma americana (que perdi o link) uma entrevista de uma designer de cartões que deixou o trabalho para se dedicar em período integral ao pequeno negócio no Etsy (isso pra mim ainda é utopia) e ela disse que aprendeu a crescer perguntando o segredo dos outros, escrevia perguntando a outras vendedoras o que fizeram para as lojas venderem tanto, na cara dura. Muitas nem respondiam ou nem gostavam, mas outras responderam e isso foi trazendo a ela todo o know-how para fazer o pequeno negócio criativo dela crescer. Quando eu comecei a fazer isso (sim, já fui ignorada!) essa vendedora super simpática apareceu. Sem querer nada em troca. Quando a esmola é grande, o santo desconfia ( é assim que se fala?) mas muito do que ela disse é válido. Falei aqui outro dia que precisava do click administrativo para enxergar meu hobby como um negócio, lembra? E isso está me pegando, ultimamente. Percebi que há muito trabalho, mas muito trabalho mesmo por trás desse sucesso, pequeno que seja, não é assim só com talento e sorte, e talvez um tempinho de sobra pra se dedicar. Acho que preciso ser mais persistente e estou me esforçando muito depois dessa conversa com ela e observando algumas leituras de blogs especializados por aí.

Vou manter as duas lojinhas por enquanto, não é difícil manter, difícil é montar a loja, entender, conhecer. O número de visualizações na loja Etsy e nos produtos especificamente é muito maior do que no DaWanda. O Etsy parece algo mais internacional, mais forte. Vou continuar observando e me decidir no futuro com qual ficar.

Para as aspirantes a melhorarem o pequeno negócio criativo ou a abrir um, recomendo imensamente o Manual do Vendedor do Etsy (The Seller Handbook) que tem sido uma bíblia cheia de respostas para as minhas perguntas.






14 de mar. de 2013

sobre nossos pequenos negócios criativos





Andava desanimada com meu pequeno negócio criativo. Desencanei por um tempo e passei a fazer coisas pra mim. Foi ótimo. Foi a primeira vez que ganhei coisinhas que iriam pra loja. Com a lenta chegada da primavera, deu um colorido na minha casa e na minha alma. Mas desencanei tanto que fiz vendas e mal percebi. Aprendi que não se deve cobrar com isso. Que o pequeno negócio é algo paralelo e não uma prioridade.

Tomei a iniciativa de escrever esse post a partir de um e-mail escrito por uma nova leitora do bloguinho ao costuramor@gmail.com me dizendo já ser uma crafter e que estava pretendendo abrir uma lojinha online e perguntou a mim se há retorno de lojas nos portais do Etsy e DaWanda, o que achava dos portais de venda de artesanato brasileiros, sobre como é ser crafter e como divulgar através de mídias sociais e blog. Primeiro me perguntei: quem sou eu pra dizer algo? Mas ela considerou que vendo no exterior e tenho contato com crafters brasileiras. A pergunta que me fiz ao me afastar da produção para a lojinha e a própria pergunta dela é: como vender?

Eu fui bem sincera e respondi dizendo que:

1.O RETORNO é pouco no início e apesar disso o maior retorno é ver que alguém admirou e comprou meu produto e não dinheiro em si

2. O SUCESSO é uma junção de um espírito criativo e um espírito administrativo. O administrativo não despertou em mim ainda. Nada trágico, acho que é um processo lento.

3. O INOVADOR VENDE: Creio que há tudo em todos os lugares. Então, por que pagar uma taxa de entrega de um produto que mal posso tocar se ali na esquina se vende um industrializado?
- o Feito à Mão agrega valor e amor ao produto
- ele é inovador, diferente, único. Se eu quisesse mais do mesmo, compraria na esquina.

4. CONFIAR EM SI MESMA é tudo. Faz com que sigamos a nossa intuição e possamos acreditar no   produto que tem potencial de venda. Que não se deve contar a todos como vai o negócio, se vende mal ou bem. A opinião das pessoas é uma opinião de quem vai ao shopping e compra da loja que tem um faturamento absurdo e não de quem vê o valor, o amor que o Feito à Mão carrega. Tem sempre alguém pra pôr a gente pra baixo e faz piada que não vendemos nada. Não sei vocês mas meu  marido é o primeiro da lista. Use o Feito à Mão como uma terapia. O que se fala numa consulta com terapeuta, não se fala com ninguém.


Como vender como aquelas artesãs que vendem tanto em um período tão curto?
Basicamente, o retorno da lojinha online é complementar, mas isso também é muito relativo. A gente não sabe a ocupação dela, a idade e a experiência, os motivos que a levam a ter um pequeno negócio. Ou se ela já tem uma loja física e usa a ferramenta dos portais de artesanato com recursos de pagamentos seguros para ampliar as vendas. Não me aborreço mais com os números dos outros à toa.

Divulgar pelo blog ajuda a vender?
Nunca me trouxe venda diretamente, mas trouxe experiências. A blogosfera me mostra técnicas que emprego nos produtos e que foram vendidos. Dificilmente, uma leitora compra o produto, mas trocar figurinhas traz informações úteis para a criação.

Como o portal de artesanato ajuda o vendedor?
Primeiro, ele ensina a pescar com as dicas dos blogs. Acho os blogs do Elo7 e do Etsy fantásticos porque ensinam desde a descrição do produto até a fotografar, mostram tendências, cores da moda e como usar as datas comemorativas, eventos e estações do ano a favor. O DaWanda me recomendou fazer uma categoria na loja com  produtos a 20% de desconto e deu certo. Vendi com isso. Selecionei os menos vistos e coloquei nessa categoria. Tenho uma ferramenta de estatísticas da loja.
O DaWanda e Etsy oferecem lugares patrocinados na página inicial ou mais bem posicionados na pesquisa de produtos. Já contratei e nunca me trouxe vendas imediatas, mas é possível que o comprador tenha visto e voltado depois que venceu o período do meu anúncio para comprar. 

Qual o melhor portal de vendas de artesanato para vender?
Eu tenho a impressão de longe que o Elo7 é o primeiro, mas ainda acho o modelo dele muito Etsy pro meu gosto. Até o layout é parecido, as cores. Acho que o espaço dedicado ao vendedor poderia ser maior: o banner é pequeno, acho chato aquela identificação de 'Loja Pro' tão visível para o comprador e já reparei que o Elo7 agrega predominantemente aquele artesanato de Avó. Eu entendo que ele queira resgatar a nossa cultura mas ainda me parece que precisa de uma lata de tinta moderna, pregar um incentivo  de craft moderno nas vendedoras pelas mídias sociais, newsletters, blogs... O site da Tanlup me agrada muito mais. O site é bem organizado e permite até um domínio próprio quando desejado. A loja do Bonifrati nem parece que é do Tanlup de tão boa que é a aparência. 
Aqui eu estaria entre Etsy e DaWanda. Fiquei com DaWanda porque vende mais na Alemanha.


Agora, eu pergunto a vocês que têm loja no Elo7, Tanlup ou em outro portal de venda de artesanato:

Que ferramentas os sites de venda de artesanato oferecem para ajudar nas vendas? 
O que você acha deles? 
Que estratégias usou na loja que ajudaram a vender? 
Vamos nos ajudar trocando experiências. Também adoraria saber.



9 de fev. de 2013

apaixonada por um certo quadrinho bastidor




Não foi amor à primeira vista. O quadrinho bastidor já fez parte da minha vida num passado não muito distante, apenas para ajudar nos bordados de ponto cruz para o enxoval da filha. Quando o vi como ele está ultimamente, me resgatou um passado que tenho de amor pelo Ponto Cruz e pelos bordados.  E hoje em dia ele anda assim, super criativo, encantado. Ganhou novos elementos, enfeites, texturas, cores. Estou tentando resistir a um bordado moderno que tenho visto ultimamente também. Haja tempo pra se apaixonar. Tantas invenções craft na cabeça. É muito amor!
Considerando que o público alvo é feminino e não consegui desenvolver um produto masculino para esse mesmo público feminino presentear maridos e namoradinhos, apelei para os corações presentes nos produtos da lojinha para o Valentine's Day ou Valentinstag aqui para nós na Alemanha. Como se os corações já não estivessem lá antes. Até que a imaginação fluiu e apareceram outros temas. Fui além do tema amor.





Acho ele perfeito porque nem precisa de um ganchinho para pendurar na parede. O modelo dele já permite isso com o ajuste do parafuso na parte superior. Claro que não tenho pra mim. A lojinha sempre é prioridade. Estou aguardando meu ateliê sair. Aí sim eu faço pra mim. Por enquanto, vou me permitir me apaixonar...




P.S. As imagens dos posts do Costuramor finalmente foram aceitas no Craft Gawker e já tenho galeria! Iuuupi!. Obrigada pelas Dicas, Dani (Assim ou Assado)!
P.S. 2: Recomendo o Craft Gawker para inspirar e deixar ser inspirada. ♥

6 de fev. de 2013

à procura da foto perfeita



Para fazer o pequeno negócio criativo crescer na web, a fotografia é responsável por 90% do sucesso dele. Acho que ando me dedicando pouco ao meu e antes de investir mais em divulgação, preciso melhorar as fotos. O cliente compra a imagem de alguma forma. Uma vez que não se pode tocar o produto, ele tem que parecer atraente. Para isso, fiz uma vez um mini estúdio de fotografia, de acordo com um tutorial do blog do Elo7 usando uma caixa de papelão, papel vegetal e cartolina branca. Até fiz uma maior depois, mas algo deu errado e notei que a borda da imagem fica um pouco marrom, mesmo usando três luminárias. Acho que eu não sei posicionar as luminárias ainda. Enfim, procurei um método mais fácil e criativo para fotografar ao ler um post da Revista Mollie Makes que me ajudou muito. Ele reúne 6 passos para melhorar a sua foto usando luz natural e superfície de madeira, agregando elementos para decorar a foto como acessórios de costura que dão um charme para a foto. 

Lá fui eu: peguei a mesa de madeira do jardim que já tem um aspecto de velha e fiquei até com vergonha de usá-la. Não é bem uma superfície das mais bem cuidadas, mas juro que a madeira do post original da revista é mais feia do que a minha. Passei um lustra móveis e usei a luz do sol que vem da janela como única luz para fotografar. Com o post, aprendi mais com essas dicas:

1. Conheça os recursos da sua câmera

♥ O mais importante pra mim foi conhecer a minha câmera e entender os recursos dela. Obtive uma melhor foto quando usei este botão aí abaixo para ajustar a luminosidade da foto na própria câmera. Observando câmeras digitais de pessoa conhecidas, notei que todas elas têm o mesmo recurso, inclusive de marcas diferentes. Pode até ter sido coincidência, mas vale a pena dar uma olhada na nossa. Fez uma boa diferença na foto. Deixe o máximo possível ajustado. É um símbolo de + e -. Clique na imagem para vê-la maior.

Fuçando a minha câmera, que é uma das mais baratinhas que encontrei com carregador próprio, descobri recursos para editar a foto na própria câmera! Bom o tempo que líamos manual de uso, não é mesmo? Nem me pergunte onde está o meu, odeio papel.


♥ Não use flash, use o sistema de reconhecimento de rosto e não use zoom: É melhor tirar a foto de perto para focar o que você quer que seja relevante na imagem como um detalhe, um laço, um botão, tal e cortar a foto no editor de imagens. Use a foto com o enquadramento mais amplo possível. Quando a gente usa muito zoom, a foto fica desfocada. Se a sua câmera informa no display, a distância em metros baseada no zoom, não ultrapasse 1 metro. A minha de hoje é mais simples e não tem isso.

2. Abuse da superfície de madeira

♥ A superfície de madeira é charmosa, elegante e neutra. Deite a câmera sobre a madeira e o efeito de profundidade da foto fica muito bonito. Claro que se a câmera estiver ereta, pode acontecer de não capturar todo o produto na foto e ele sair cortado, mas você pode mover a câmera para trás, enquadrando o seu produto na foto, sem perder a elegância da madeira na foto.



Ainda acredito que cada produto tem seu fundo mais adequado como: 
. quadrinhos bastidor na parede;
. ecobags penduradas na cadeira ou em um gancho na parede;
. almofadas em banco de jardim;
. acessórios pequenos com fundo branco: chaveiros, bijuterias, acessórios para cabelo e etc.



Também usei a minha cômoda branca do quarto como base. Elas tem leves riscos cinzas que mal dá pra perceber nas fotos. Acho que nem preciso mais de cartolina. A foto ficou muito melhor do que no mini estúdio. Foi só observar e aguardar pela melhor luz do sol do dia, lá penas 3 da tarde e a foto ficou assim:




Usei acessórios para ilustrar as fotos dos meus produtos como flores de tecido que tenho feito ultimamente, livros de artesanato, linhas e também itens que tem a ver com o produto que vendo como lápis de cor e acessórios de escola (clipes, canetas coloridas, tesoura). Você também pode usar flores em um potinho. Dá um charme lindo para as fotos da sua lojinha. É sempre importante acrescentar nas descrições do produto que os elementos de decoração não acompanham na compra.

- Esconda as marcas dos acessórios, valorize a sua;
- Use objetos em bom estado, não necessariamente novos;
- Nem tudo que acompanha precisa estar reto, transmita naturalidade na composição da imagem;
- Foque o seu produto, cortar os elementos que o acompanham a foto no enquadramento não tem problema e fica muito bonito. Chame atenção para seu produto.

A verdade é que o que as crafters tem feito é recortar o produto na foto no programa do Photoshop e colar num fundo branco de imagem com o maior branco que existe, da cor #FFFFFF. Então, não tem erro, a foto fica perfeita. Mas Photoshop custa uma fortuna. Meu marido me falou que se vende um pequeno estúdio fotográfico completo numa loja de material de construção e faça você mesmo aqui perto, mas custa 60 euros. Não pago. Eu vou chegar lá. A semana tem sido assim, fotografando muito para colocar meu pequeno negócio pra crescer, bem assim, à procura da foto perfeita.



4 de fev. de 2013

meu carimbo para cartão de visita




Eu amo carimbos e encomendei um carimbo personalizado pra minha loja. Não é só um carimbo, ele é muito multiuso. Porque a loja de onde comprei oferece como um carimbo para cartões de visita. A criativa loja Der Kleine Sperling, presente também no portal do DaWanda, site onde mantenho a minha lojinha de produtos feito à mão, oferece dois modelos de carimbos para personalizar o cartão de visita e também os cartõezinhos em branco para serem carimbados. Eu fiquei super satisfeita com o meu para acompanhar os pedidos enviados por correio, carimbar o recibo, a correspondência e até oferecer algum trabalhinho para alguma loja local. Poderia também ser usado para carimbar o meu endereço  no envio de um pedido, mas quis incluir apenas o endereço virtual. Além de ser econômico e charmoso. Não páro de carimbar por aí. Adorei meu pequeno investimento.
Existem empresas que oferecem cartões de visita e adesivos personalizados a preços de banana quando se encomenda em grande quantidade. Mas pensei que queria que meu pequeno negócio tivesse cara de feito à mão e não cara de empresa. Também considerei o lado sustentável do carimbo.


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Discovered on DaWanda

By: derkleinesperling

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Vejo por aí certos pequenos negócios e idéias tão interessantes no sites de venda de artesanato que sempre imagino se daria certo se eu tivesse uma loja com idéias brilhantes como essa do carimbo se morasse no Brasil. Fiquei curiosa e pesquisei no Elo7 e só achei uma loja com um segmento parecido com esse trabalho dessa minha lojinha online preferida de carimbos. Aí, eu me pergunto: Por que aquelas pessoas que ficam copiando blogs dos outros não fazem um curso de carimbo artesanal ou compram um livro (digital que seja) no Amazon do Brasil ou de outro país, compra material e não vai desenhar, trabalhar com isso, crescer com algo que não está ainda tão forte no universo artesanal brasileiro. Ao invés de perder tempo tentando ser o que não podem ser, hein? Tenho visto cada coisa que eu recomendaria um psicólogo.

Já que eu amo é costurar. Fica a dica. Que tal se aventurar no mundo dos charmosos carimbos?
Alguém se habilita a fazer sucesso com lindas criações com os carimbos artesanais?
Não é pra copiar, dá pra criar muitas imagens, textos de datas comemorativas, infantis etc.
Estou aguardando o seu sucesso e a sua autenticidade.


7 de jan. de 2013

oficina do coração


O meu último tutorial compartilhado aqui foi o do estojo enroladinho. Foi um sucesso. Não, não foi o mais acessado, mas conquistou a minha florzinha. Afinal, eu o fiz pra ela. Já tinha feito meses antes para o filho de uma amiga e meu ponto tinha ficado super torto. E ele foi um sucesso pra mim porque percebi que eu posso sim fazer um ponto reto. E assim o estojo enroladinho chegou à lojinha com mais confiança e qualidade.
Cheguei a fazer quatro deles. O primeiro ficou com o ponto torto mesmo. Impossível pôr à venda. O segundo o corte estava torto, o terceiro ficou bom e o quarto ficou perfeito. Dois dos quatro foram para a estante virtual da lojinha. Inventei de costurá-los para botar velhas estampas pra fora e começar uma nova fase no meu pequeno negócio criativo. Apesar de ser inverno, não está nevando e a Primavera chega em março com suas flores e cores. Tiramos os casacos e vestimos roupas mais leves e coloridas. A intenção é trazer as primeiras bolsas de mão pra lojinha, uma vez que as alemãs amam as bolsas clutch para acompanhar a leveza e a cor que a Primavera nos traz depois de um inverno rigoroso.

O final de 2012 foi um período de descoberta pra mim e adorei a possibilidade de ganhar din din de fato com meu hobby. Não se trata de ganhar dinheiro. A satisfação de ver seu produto feito à mão sendo admirado, alguém reconhecer seu trabalho é incrível. Esse ano quero investir nisso e ver a lojinha como um negócio mesmo. Sou realista e sei que o que a lojinha me traz é uma rendinha complementar, suficiente pra me fazer feliz. Esse ano quero me esforçar para participar de um bazar, obter minha etiqueta personalizada para meus produtos, pegar carona nas reformas de casa e montar meu ateliê em um cômodo da casa só pra mim. O apoio do marido já está confirmado. Apesar de ser um ano cheio de mudanças e conquistas pessoais a serem alcançadas, eu vou me dedicar com muito carinho .
Acho que 2013 é um ano pra considerar novos públicos, aprender a trabalhar com datas comemorativas como dia dos namorados ou dia das mães e fazer cursinhos de costura, aprendendo assim novas técnicas para crescer.


O DaWanda, que é o meu Elo7, o meu site de venda de itens de artesanato onde a minha lojinha está hospedada é muito popular aqui e migrei do Etsy pra ele ao descobrir que ele até vende mais. É 100% alemão e tem portais em vários outros países da Europa com suas línguas locais, o que ajuda muuuito nas vendas. Ter vendido para França, Suíça e Áustria foi muito interessante. O alemão gosta muito do feito à mão e reconhece que o feito à mão agrega valor ao presente. Tudo é favorável. Mas ainda foi muito pouco, vou alí pra minha mesa da cozinha mesmo enquanto não tenho ateliê para fazer o corte dos próximos produtos que virão para a lojinha. Desejo um 2013 muito produtivo e de muito sucesso a todas as minhas 'coleguinhas' de profissão que também têm pequeno negócio criativo! ♥
Estaremos juntas em 2013 e trocando idéias para alegrar nosso dia-a-dia com as nossas próprias mãos!

16 de dez. de 2012

a vida depois do craft


Essa semana foi muito especial. Eu observei que neste ano que passou, as coisas ao meu redor ficaram mais bonitas. A vida de quem deixa família, amigos, pátria e clima tropical não é fácil e o meu hobby me ajuda a continuar levando. Eu acho que já o tinha mas ele ficou mais forte. Fazer algo com as mãos não significa apenas tornar algo bonito, tornou-se também consciente com o uso de reciclagem aliado ao artesanato, à economia no orçamento, o desprendimento do consumo excessivo e automático, o estímulo à criatividade e à praticidade no dia-a-dia. Há muito tempo eu não compro itens de decoração pra minha casa. Transformar o que já tenho tornou-se espontâneo quando começo a pensar no que fazer para melhorar um ambiente. Muito é reaproveitado ou reinventado. A máquina de costura estava aqui há dois anos e mal costurei neste tempo, consertava algo aqui e ali, era impaciente com a quebra de linhas constante, apesar de ter ficado emocionada ao ganhar do marido no primeiro aniversário na Alemanha. Foi algo que não esperava. Me resgatava a infância e adolescência ajudando ou atrapalhando a mãe na máquina que ainda sustenta a casa com uma produção em serie, nada artesanal. Havia pouco tempo para matar a curiosidade de uma criança que só queria brincar de costurar. Apesar do pouco tempo pra se dedicar, valores foram transmitidos. Como pode algo tão simples me fazer tão feliz?


E então veio a lojinha. Primeiro, fiquei sabendo do DaWanda, um portal de vendas de artigos feitos à mão por meio de uma revista. Fiquei encantada quando vi da primeira vez. Blogs associados aos perfis me fizeram descobrir que a coisa já estava quente há muito tempo. Tanto aqui na Europa como no Brasil. Nesta semana, tive um primeiro singelo lucro. Vendi bem na lojinha e não acreditava que aquilo estava acontecendo. Mãe e marido, embora orgulhosos, riram de mim no inicio, tiravam sarro, dizendo que a loja seria só um enfeite. Eu já ganho tanto com o sorriso na cara quando o produto está pronto e exposto e ver que alguém paga pelo meu trabalhinho me fez pensar como é gratificante essa pequena atividade. No começo, os produtos eram mal feitos, as fotos eram péssimas, as criações estavam sem identidade. Para me inspirar, passei a investigar, descobrir tendências, gente criativa e talentosa e um dia chego lá, mas sei que estou chegando perto, só pela força de vontade. Falta tempo, dinheiro pra comprar tecidos desejados pra colocar tanto amor em prática. Precisei estudar cores pré-definidas para não exagerar na compra de material, pesquisar muitos preços de fornecedores e começar a pensar como um pequeno negocio, para não extrapolar no financiamento do hobby porque não ganho tão bem assim e acho inclusive que tudo em excesso não é saudável.



Os meus olhos já não são os mesmos. Tudo o que vejo, enxergo com os olhos de uma artesã. Achei palitos de churrasco numa arrumação da casa e já fui guardando para fazer tulipas de tecido na primavera, para combinar com as de verdade que plantei no jardim. Caixas, papéis, qualquer coisinha que eu encontre, vai sendo armazenada para um futuro projeto craft. Não quis gastar um centavo na guirlanda de casa e fiz a minha com o que ganhei da sogra e com o que tinha, assim como os enfeites da árvore de natal. Artigos feitos à mão eram despercebidos em lojas da região e desta vez, ao tirar fotos destes aí em cima, percebi que até um funcionário da loja me seguia com um telefone sem fio na mão pra entender por que a louca aqui tirava fotos dos produtos da loja. Não aguentei e comprei o anjinho, para prestigiar o artesanato e fazer um bom natal, pagando por produtos a pessoas de verdade e não para empresas multimilionarias, assunto sobre o qual já falamos aqui no blog. Só nesta semana foram um estojo e um porta-moedas feitos em casa para presentes de aniversários no fim de semana, todo pequeno presente começa ser feito em casa. Li um artigo do jornal Valor Economico por meio de uma recomendação da fanpage no Facebook do blog Assim ou Assado, da Dani, cujo titulo era: "Crafter, o artesão do seculo XXI". Fiquei encantada ao ler essa frase porque é a mais pura verdade. Assim como no Mercantilismo, quando os artesãos da Idade Media passaram a vender seus produtos e não apenas fabrica-los para sua própria necessidade, nós estamos fazendo o mesmo agora, graças a internet. Fazer parte disso é demais. Conhecer gente, me inspirar, ver criatividade e bom gosto, dividir aqui no bloguinho tudo isso. A vida não é mais a mesma depois do craft.



As fotos são do meu perfil no Instagram. Onde registro alguns achados, perdidos e criados.
Vamos nos encontrar por lá?