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4 de jun. de 2018

flertando com o bordado moderno




























Às vezes é necessário praticar o desapego. Ele é libertador. Parece que tira toda a energia ruim da vida, renova, refresca. Avaliando a vida, os itens materiais e emocionais que moldam a minha existência de alguma forma, fui me desfazendo do que não me fazia bem, dos excessos ou do que não estava lá funcionando. Um desses campos da minha vida foi a lojinha, que está lá, aberta e sem dedicação. Observei que os quadrinhos bastidores não eram o meu forte em vendas e os reutilizei na minha casa, me dando tempo pra pensar na vida e descobrir um novo hobby que procrastinava há anos: o bordado moderno ou o bordado livre, desligando assim a máquina de costura por um tempinho.
Fui colecionando idéias em uma pasta sobre bordados no meu Pinterest. Reunida a proposta do que bordar, fui tentando aqui e ali alguns pontos, pesquisei, tanto na internet (sugestões no fim do post) como nas lembranças das tias bordadeiras do Nordeste. E assim flertando com o bordado moderno, eu me apaixonei.





























O que me recordo é que não me agradava muito é que minhas tias passavam o desenho pro tecido a ser bordado com papel carbono, o que deixava aquele traço azul visível. Pra evitar isso, usei papel de de seda pra transferir os desenhos pro linho, assim como a Gabi Donabella ensinou neste vídeo.































Foi justamente neste vídeo que aprendi a fazer este ponto francês de flor fofíssimo acima e muito presente nos meus quadrinhos.






























A Frida abaixo foi inspirada num bordado lindo da Bárbara Graves, onde ela mostra aqui alguns dos quadrinhos dela. Este foi o primeiro quadrinho que fiz. Apesar da flor central meio tortinha, ele foi pra parede:





























Vi muitos órgãos humanos, mensagens fortes, feministas e românticas nos quadrinhos. Não é à toa que o nome é bordado moderno, carrega expressão, a mulher forte de hoje, de opinião e indepente que nos tornamos:





























Modifiquei o desenho original dessa mocinha abaixo. A deixei sem boca. Achei melhor assim:












Este abaixo foi desenhado pela minha filha, amante de Handlettering, me concedeu esse pequeno "Hallo" pra eu cumprimentar quem chega a nossa casa:





























Cumprimentar quem chega porque os quadrinhos estão justo na entrada de casa, logo quando se abre a porta:





























Se você quiser mergulhar nesse mundo lindo, cheio de mensagens e significados do bordado moderno, aqui vão as minhas dicas:

♥ Canal Clube do Bordado no YouTube.
♥ Desenhos quase todos disponíveis no site da Juliana Mota.

♥♥♥ Se você percebeu a minha saída do Instagram, foi porque eu decidi viver sem redes sociais de um tempo pra cá e estou adorando. As minhas costurices serão SEMPRE divididas aqui e fico muito feliz com a sua visita. Obrigada. :)

7 de fev. de 2018

móbile de pássaros tropicais em feltro
































A sobrinha ganhou bebê. Sim, minha sobrinha é mais velha que eu e tem mais filhos que eu. Coisas que acontecem quando se casa com um homem um tanto mais velho que você.
Cheguei até a comprar umas revistas com moldes de roupas de bebê, com a intenção de me desafiar na máquina de costura, e "fazer" o presentinho, mas confesso que fiquei desconfortável com o acabamento sem uma overloque em casa, aqueles pontos zigue zague que não são a mesma coisa e poderia incomodar um bebê que só chora e não se expressa, ai que aflição, deixei pra lá. Depois eu tento. 
Parti pra um presentinho de iniciante: um móbile com passarinhos tropicais, em feltro, sendo uma cacatua, um tucano e uma arara-azul, mas minha filha chamou de Rafael, Blu e Nigel, como uma referência ao filme Rio.  





















































































Acredito que eu poderia ter caprichado mais, meu projeto parece tão tímido. Ali, apenas com feltro, uma moldura de quadrinho bastidor e baker's twine... caberia sim alguma coisa a mais. Não sei se foi a pressa porque o menino nasceu e eu não tinha nada. E comprar, comprar e comprar não é uma opção. Tenho tentado me desapegar da solução imediata de comprar tanto e pra tudo e encaixar meu hobby nessas oportunidades da vida. Para melhorar a sensação de simplicidade, adicionei um par de sapatinhos de jersey que também costurei para o bebê, que chegou a uma família onde ele já tem mais 2 irmãos:
























































O presente acompanhou outras costurices para os irmãos com estojinhos, lápis e itens de escola divertidos. Postei aqui há 5 anos o que fiz pro irmão do meio dessa família que acabara de nascer e para a mamãe. Espia lá! ;)

29 de set. de 2016

amor pelo bastidor





























Através de um livro emprestado da biblioteca da cidade e de inspirações anteriores, trago mais bastidores à lojinha
O que aprecio no bastidor é o fato de ele fazer parte do trabalho e ir junto com o produto, ele é o produto, mas também faz parte do projeto. Uso o próprio bastidor para bordar quando preciso.
Esse gracioso acessório se torna moldura e consegue ser mais charmoso que um quadrinho que nasceu apenas pra ser quadrinho.
Os desenhos em aplicações são uma inspiração que me perseguem há anos no Pinterest e na web em geral. Admiro o imperfeito e os fiapinhos escapando do corte dos tecidos dá um toque de simplicidade e de 'feito à mão'. Então os fiapinhos escapam aqui e ali sem culpa.
Alguns para um quarto de criança, outros para a cozinha...

Abaixo o resultado da inspiração:








6 de jun. de 2016

contém saudade

A estadia no Brasil foi curta mas vivida muito intensamente. Foi uma viagem muito emocional e que encontrei não apenas todos aqueles que amo e que sentia muita falta mas também a mim mesma. Logo no primeiro dia, pedi pra minha mãe para revirar as coisinhas de costura dela, já que da última vez ganhei muitos aviamentos que ela não usaria mais. O primeiro contato com seu novo cantinho de costura foi emocionante. De cara vi as linhas pelo chão, senti o cheiro do pó de corte de tecido novo. Sentar na frente da máquina industrial dela de novo, onde aprendi a costurar (e não com uma pequena Singer como a maioria) foi interessante. Um pouco desconfortável pra mim, tão acostumada à minha mesinha na minha sala de estar, sem aquela mesa enorme da minha mãe, cabos, correntes, os pedais enormes, o motor tão grande. Minha mãe costura pouco, menos do que antigamente e voltada para suprimir metas de uma pequena confecção da região especializada em uniformes, então ela trabalha em casa. Sempre trabalhou em casa.

Ali sempre a ajudei nas pequenas coisas como a cortar as etiquetas que descrevem o tamanho das roupas. Etiquetas essas, que vêm em rolos para nossa casa mas são costuradas às golas em unidades, precisando portanto, serem cortadas com tesoura uma a uma, o que atrasa o trabalho de uma costureira que trabalha em casa, com 4 filhos, marido, cachorro, netos e tantos outros afazeres.
A vida toda eu auxiliei ela a fazer esses pequenos serviços: passar entretela nas golas e punhos, cortar etiquetas, desvirar peças, cortar sobras das linhas penduradas e daí sentei na Overlock, já que a máquina "reta" era sagrada. Só ela sentava lá, acho que ela nunca confiou muito em mim pra máquina "reta" (reta porque o ponto é reto, a máquina não oferecia pontos diversos como zigue-zague). Então ia brincando sozinha na reta sem necessariamente ajudar nas roupas a serem entregues. 



Foi aqui na Alemanha, encurtando uma cortina nova com a Singer portátil da minha cunhada que meu marido viu meus olhos brilharem ao manusear a máquina da irmã dele. Meses depois, ele não teve dúvida, me deu uma máquina de costura de presente e de surpresa, no meu primeiro aniversário vivido aqui na Alemanha. Foi o presente mais sentimental que ganhei na minha vida. Nada ainda superou isso.
De primeiro ela serviu pra reparos, até que comecei a brincar com ela. A oferta magnifíca de tecidos com estampas muito coloridas e criativas daqui, além da atitude Do-it-Yourself alemã fizeram com que eu corresse muito atrás de inspiração e a fonte disso foi a internet e assim nasceu o blog. 




Portanto, quando sentei naquela cadeira e fui mexer em suas caixas, ao ver os rolos das etiquetas, eu desabei de chorar. Foi instantâneo e inevitável. Me senti uma tonta chorando ao segurar rolos de etiqueta com a letra P. Parecia ridículo, mas me levou a minha infância de imediato, quando cortava aquelas etiquetas para ela quase que diariamente depois da escola. Foi ali que tudo começou. Me arranca um sorriso do rosto e olhos lacrimejam só de descrever esse momento.


E ela, que pediu apenas que eu mandasse um aplicador de botões de pressão que para ela seria mais barato que comprar em São Paulo, vai receber essas coisinhas desse post que preparei para ela e ela nem está sabendo. Recentemente foi aniversário da minha mãe e sou tão grata a ela por ter descoberto a costura com ela, que aqui me deixa tão perto dela mesmo longe.




A casinha de madeira acima foi trazida na mala e também me faz voltar à infância porque ela, apesar de servir pra decoração já tendo abrigado desde bonequinhos até mini garrafas de bebidas de marcas famosas, foi nela que brinquei de boneca quando era menina quando ela estava descoupada, ou seja, já teve muito sofazinho, caminha e banheira nessa casinha. Ainda não foi pendurada na minha parede mas já achei o que colocar nela.

18 de mar. de 2016

o momento de voltar

Algumas coisas aconteceram na minha vida e eu não pude de dedicar ao blog como gostaria. Uma delas foi uma grande reforma no interior da nossa casa onde chegamos a ficar até semanas sem internet, dias sem cozinha e assim por diante. Outra é que por mais que a costura seja uma terapia para mim, ainda não foi suficiente para me distrair de pequenos problemas da vida. Mais uma incerteza foi a manutenção do blog, que perde força pra essas novas redes sociais que estão aí e enfraquecem o foco nas nossas fotos, palavras e imagens que um blog suporta. Afinal, uma fotinho quadrada no Instagram e uma legenda são muito pouco pra expressar o que estou sentindo quando costuro, o motivo, o resultado. 
Não adianta, senti que em parte eu estava me dedicando pouco sim e que também o blog perdeu força para a facilidade de postagem que essas outras mídias proporcionam. Afinal, não apenas produzir, mas fotografar, editar fotos, escrever, dá um baita trabalho. 
Então, me dei uma segunda chance pra acreditar na blogosfera que me fez já tão feliz, me trouxe informação, retorno, aprendizado, amizades e muita, mas muita inspiração. 
Esse é então o momento de voltar e ficar. E aqui posso expressar em muitas imagens o meu momento, aguardando a Páscoa e a Primavera chegar de vez e nos aquecer um pouco depois de um difícil inverno. Lá vai:










10 de dez. de 2015

meu natal feito à mão


Chegou aquela época do ano em que parece estarmos mais felizes que as crianças ao mexer na decoração de natal. Pra mim que sou crafiteira e costureirinha é uma diversão, uma grande inspiração e especialmente interessante até economizar um dindin fazendo eu mesma a minha decoração de natal. A proposta é a mesma do ano passado: adquirir sim algum material mas produzir com isso, investir nessa minha terapia e incentivar a minha criatividade com o que tenho em casa. Deu nisso. 
Até a casinha de jardim das crianças ganhou guirlanda: 




 Aqui se vê onde o calendário do advento ficou: bem no meu cantinho criativo.

A próxima aventura é a montagem da árvore. Compramos o pinheirinho de verdade todo ano, já que aqui a natureza permite. Monta-se a árvore na ante véspera de natal, nada de montar em outubro, novembro como no Brasil. Demorei pra me acostumar mas me adaptei a isso. até lá os enfeites vão sendo preparados. =)